sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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O cético e o lúcido....


O CÉTICO E O LÚCIDO ...


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento
está excluída – o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…

PENSE NISSO.....



Desconheço a autoria
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Não à Episiotomia!


Dra. Melania Amorim:

"Dia 8 de março estarei completando DEZ ANOS sem fazer episiotomia. Todos os dados dos partos bem documentados. Como nenhuma evidência científica corrobora qualquer indicação de episiotomia, eu uso o meu feeling clínico para decidir se realizo ou não, e o feeling clínico sempre diz não. Ao longo desses dez anos, pensei quatro vezes em fazer uma episiotomia, parei, analisei e resolvi não fazer (em dois desses casos eu estava quase vencida pelo cansaço, mas entendi que era isso e pude superar a minha pressa, em dois casos achei o períneo muito rígido e em um deles bebê estava desacelerando. Nesse último caso loquei um vácuo). Resultados: dois períneos íntegros, uma laceração de primeiro grau sem sutura e uma laceração de segundo grau requerendo sutura, mas bem menor que uma episiotomia, todos os bebês em excelentes condições. E vocês, quando acham que uma episiotomia é necessária? Qual tem sido a sua taxa?

Melania, que acredita que episiotomia nunca é necessária."

domingo, 29 de janeiro de 2012

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Amor Contínuo




Robert  Frost

Ame seus pais e seus irmãos. Eles são a base de sua vida, seu chão e quem
com certeza vai sempre te ajudar.
Ame suas tias e tios, porque foram eles que por muitas vezes zelaram seu
sono, quando você era apenas uma criança. Eu sei,você não se lembra! Mas
você só vai entender o amor dos tios, depois que seu primeiro sobrinho
nascer. Então, não perca tempo.
Ame seus primos e amigos por mais que eles sejam completamente diferentes de
ti. Aceite-os. Aceite-se. Todo mundo tem defeitos.
E por falar neles... nos defeitos, ame sua barriga, suas celulites e as tais
estrias. Elas indicam que sua vida está repleta de prazeres gastronômicos.
Ame também seus quilos a mais, porque se eles não existissem você jamais
poderia comemorar a vitória de um dia perdê-los. Ame seu cabelo do jeitinho
que ele é.
E o seu armário... Mude. Completamente. Doe. Experimente coisas novas,
outras cores. Calças largas e calcinhas/cuecas de algodão. E não troque seu
velho pijama por nada nesse mundo. Ele é o seu companheiro de sonhos.
E é com aquele tênis feio e fora de moda, com o formato exato dos seus pés,
que eu acho que você deve sair para caminhar todas as manhãs. Pra amar as
coisas que estão do lado de fora.
Tarefa difícil. Respire.
No fundo, procure outra pessoa para amar um tanto, que dê até vontade de se
casar com ela. Namore. E não se preocupe com o tempo que a paixão vai durar.
Se gostem. Se assumam. Se curtam. Se abracem. Se beijem. Viajem.
E saiam para dançar sempre!!! Tomem café da manhã juntos. Fiquem o domingo
inteiro na cama, enquanto o mundo despenca numa chuva fria e fina.
E quando você achar que já amou demais nessa vida, tenha filhos. Se não
conseguir, adote. Dizem que não há amor maior. E eles vão crescer, amando
você e muitas outras coisas e pessoas.
Com sorte, você terá netos. E dos seus netos, receberá mais tarde com muito
orgulho, o amor dos bisnetos.
Quando pede alguma coisa, saiba também agradecer, agradeça pelas coisas, a
Deus pela tua vida, pelos amigos que tem, por que cada um que passa pela tua
vida nunca passa por acaso, há sempre o que aprender e também a ensinar.
Quando você achar que deve mudar alguma coisa, então faça alguma coisa pra
mudar. Nunca permita que teus medos impeçam de fazer aquilo que deseja.
Procure gostar das coisas internas, não fique colecionando matérias, o bem
físico se vai, mais cedo ou mais tarde, o que fica verdadeiramente é o que
você faz pelos outros e por você mesmo! Pense nisso!

O nosso amor é contínuo... É para sempre. É INFINITO!!!
O destino decide quem vamos encontrar na vida. As atitudes decidem quem
fica!

sábado, 21 de janeiro de 2012

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Parto domiciliar encontra resistência de médicos

Nina Martinez, do estadão.com.br
SÃO PAULO - O parto domiciliar, tendência que cresce no mundo todo e adotada por celebridades como Gisele Bündchen, encontra resistência de médicos. Se por um lado gestantes e muitos profissionais defendem um modo mais natural de dar à luz, órgãos como o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) alertam para riscos.
Patricia Boudakian, que passou por parto normal em casa, e sua filha Alice Boudakian - Nilani Goettems/AE
Nilani Goettems/AE
Patricia Boudakian, que passou por parto normal em casa, e sua filha Alice Boudakian
Em junho passado, o Cremesp passou a não recomendar o procedimento nos domicílios - salvo em casos de urgência. As mulheres que não abrem mão de ter o filho em casa acabam recorrendo a parteiras e doulas - um tipo de assistente.
Embora não haja dados nacionais sobre mães que preferem o lar ao hospital, sabe-se que o número é crescente. Na opinião delas, o parto em casa é uma conquista, por ser mais humanizado e diminuir as intervenções médicas. E representaria uma vivência de profunda intimidade feminina. Não à toa, os nascimentos em casa nos Estados Unidos subiram 20% entre 2004 e 2008, segundo pesquisa da Birth, publicação especializada em cuidados perinatais.
O posicionamento do Cremesp não é uma medida proibitiva, mas se o médico fizer um parto domiciliar e algo der errado, ele será cobrado, diz Silvana Morandini, conselheira do órgão. "Muitas vezes, a paciente aceita fazer parto em casa porque não sabe dos riscos que ela e seu bebê correm", explica.
Entre os principais problemas estão hemorragia, sofrimento fetal e parada de progressão, que podem resultar em danos graves e morte. "Não existe parto de baixo risco, porque tudo depende das intercorrências. No hospital há muito mais chances de tudo dar certo", diz.
Segundo a conselheira, os órgãos médicos não podem opinar sobre a escolha da mulher, mas eles devem incentivar os médicos a orientar as pacientes sobre as possíveis dificuldades.
É também a posição de Vera Fonseca, diretora da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), um dos apoiadores do Cremesp, ao lado da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). "Parto domiciliar é voltar para trás. É não fazer uso da tecnologia que conquistamos para evitar as dificuldades de antigamente."
Defesa
Os defensores do parto domiciliar argumentam que ele é feito após um bom planejamento e somente se a mulher for acompanhada durante o pré-natal e não tiver outros riscos ou doenças associados. O acompanhamento na hora do nascimento também é rigoroso, com os equipamentos necessários e o hospital a ser procurado em caso de emergência.
Essa preocupação é reforçada pela obstetra Carla Polido, professora da Universidade Federal de São Carlos. "A equipe tem de estar pronta para lidar com situações graves." Segundo ela, a equipe não vai despreparada para uma residência, mas é importante que a família saiba quais são os recursos que podem ser oferecidos e em que ocorrências há mais dificuldade de reversão.
Após quase oito anos, o obstetra e ginecologista Jorge Kuhn não faz mais partos em casa. A decisão veio após a recomendação do Cremesp. "Não quero ir contra o órgão." Ele indica casas de parto, mas os médicos também são proibidos de atuar nesses locais.
COLABOROU CRISTIANE NASCIMENTO
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